Introdução
Quando um familiar ou conhecido é detido em um centro de detenção de imigração (instalação de detenção de imigrantes ou área de detenção de um departamento regional de imigração), a primeira dúvida de muitas pessoas costuma ser: “é possível fazer uma visita?” e “o que devo levar para entregar?” As visitas e entregas de itens em centros de detenção seguem regras próprias, diferentes das de instalações penais comuns, e, se não forem conhecidas com antecedência, pode acontecer de a pessoa se deslocar até o local e não conseguir realizar a visita, ou ter a entrega de itens recusada.
Neste artigo, com base no conteúdo do “Q&A sobre Procedimentos de Deportação, Sistema de Ordem de Saída e Decisão de Redução do Período de Proibição de Desembarque” (退去強制手続・出国命令制度・上陸拒否期間の短縮決定Q&A) publicado pela Agência de Serviços de Imigração do Japão, organizamos de forma clara, do ponto de vista de um gyoseishoshi, o horário de atendimento para visitas, os documentos necessários e os itens que não podem ser entregues.
Horário de atendimento para visitas
De acordo com a pergunta 11 do mesmo Q&A, o horário de atendimento para visitas é, exceto aos sábados, domingos e feriados, das 9h às 12h e das 13h às 15h nos dias úteis. No entanto, dependendo da situação de cada centro de detenção, o horário de atendimento pode variar em parte, de modo que é fundamental confirmar previamente com cada centro de detenção antes de visitá-lo. Mesmo que a pessoa se desloque de longe, não será possível realizar a visita fora do horário de atendimento, portanto a confirmação prévia é indispensável.
Documentos necessários para visita e entrega de itens (documento de identidade)
A pergunta 12 explica que é necessária a confirmação de identidade da pessoa que realizará a visita ou a entrega de itens. Especificamente, é necessário preparar:
- No caso de cidadãos japoneses: carteira de habilitação, passaporte, ou outro documento de identidade com foto colada
- No caso de estrangeiros: cartão de residência (在留カード), certificado de residente permanente especial (特別永住者証明書), passaporte, ou outro documento que comprove a identidade
É importante preparar previamente esses documentos, pois, sem apresentá-los, pode não ser possível realizar a visita.
Limitações quanto ao número de visitas e ao tempo
As perguntas 13 e 14 apresentam limitações concretas quanto às visitas. Para que o maior número possível de pessoas consiga visitar dentro de um tempo limitado, em regra, cada detido pode receber apenas uma visita por dia. Além disso, o tempo de cada visita é limitado a, no máximo, 30 minutos, mas, quando há grande número de pessoas desejando visitar, o tempo pode ser reduzido para que todos consigam realizar a visita. Como visitar diversas vezes no mesmo dia não é possível caso a visita já tenha sido realizada, é recomendável organizar previamente o conteúdo que se deseja transmitir antes de ir ao local.
Vale observar também que não é realizado o encaminhamento de chamadas telefônicas externas ao detido (pergunta 15), de modo que, para entrar em contato por telefone, é necessário visitar pessoalmente ou utilizar correspondência. Em alguns centros de detenção, dependendo do horário, é possível que o próprio detido faça ligações para o exterior.
Itens que não podem ser entregues
De acordo com a pergunta 17, de modo geral, itens que exigem cozimento por aquecimento ao fogo, ou alimentos que não podem ser conservados em temperatura ambiente e se deterioram facilmente, podem ter sua entrega recusada por motivos de segurança e higiene. Ao considerar a entrega de itens, é recomendável verificar previamente esse tipo de restrição com cada centro de detenção, tendo em mente que essas limitações existem.
Também são úteis as respostas das perguntas 18 e 19. Quanto à entrega de passagens aéreas para o retorno ao país, dependendo do andamento do procedimento de deportação, é possível que a passagem entregue acabe não podendo ser utilizada, sendo necessário confirmar previamente com cada centro de detenção. Quanto à entrega de bagagens, existe um limite de volume para os itens que o detido pode manter e armazenar, sendo possível a entrega dentro desse limite; porém, considerando também as restrições de bagagem de mão e despachada em aviões (muitas companhias aéreas limitam a bagagem de mão a aproximadamente uma peça e a bagagem despachada a até 20kg), é solicitado que os itens sejam organizados em cerca de uma mala para a entrega.
Pontos práticos de atenção
É possível observar, a partir do Q&A da Agência de Serviços de Imigração, que as regras de visita e entrega de itens apresentam pequenas diferenças de operação conforme cada centro de detenção. Expressões como “dependendo da situação do centro de detenção, o horário de atendimento pode variar em parte” e “para detalhes, favor confirmar com cada centro de detenção” aparecem repetidamente, o que reforça a grande importância de entrar em contato por telefone, entre outros meios, com o centro de detenção correspondente antes de visitá-lo, para evitar um deslocamento em vão.
Também é importante observar que não é possível obter informação sobre se uma pessoa está detida apenas informando seu nome. De acordo com a pergunta 16, consultas por telefone sobre a existência ou não de detenção não são, em princípio, respondidas, por motivos de proteção de privacidade, entre outros. Para confirmar se alguém está detido e as perspectivas dos procedimentos subsequentes, é recomendável avançar com o apoio de um especialista, como um gyoseishoshi, evitando assim confusões desnecessárias.
Conclusão
A visita e a entrega de itens em centros de detenção seguem regras detalhadas, como horário de atendimento, preparação de documento de identidade, limitação de uma visita por dia com até 30 minutos, e itens que não podem ser entregues. Essas regras existem para conciliar o tratamento adequado do detido com a segurança e a higiene do centro, e conhecê-las previamente contribui para uma visita e entrega de itens mais tranquilas.
Para quem tem um familiar ou conhecido detido e está com dúvidas, ou deseja obter orientação sobre procedimentos de deportação, medidas de supervisão ou liberdade condicional provisória, entre em contato com um gyoseishoshi especializado em procedimentos de residência de estrangeiros.